Recentemente, fui convidada pelo jornal O Tempo para falar sobre um tema que ainda é pouco conhecido, mas extremamente comum: dismorfia financeira. A matéria completa está disponível aqui, e reúne falas minhas e de outras especialistas sobre essa distorção entre o que uma pessoa realmente tem financeiramente e o que ela sente que tem. Pode parecer sutil, mas essa discrepância tem efeitos profundos na autoestima, nos relacionamentos e até na saúde mental.
A dismorfia financeira pode se apresentar de várias formas: pessoas que vivem com medo constante de faltar — mesmo com estabilidade ou reservas; ou o oposto, quem gasta compulsivamente, como se estivesse em uma bolha de abundância permanente, mesmo endividada. Em ambos os casos, o que guia o comportamento não é o saldo bancário, mas o histórico emocional e as crenças inconscientes que a pessoa carrega desde a infância. Isso é exatamente o que observo no meu consultório e nas mentorias com mulheres de alta performance: o dinheiro é muitas vezes um reflexo da história não curada.
Na minha prática como psicóloga e neurocientista, utilizo abordagens como TCC (Terapia Cognitivo-Comportamental), Terapia dos Esquemas, EMDR e ACT para mapear e reestruturar essas crenças. Muitas vezes, a pessoa cresceu ouvindo que “dinheiro é sujo”, “rico é ganancioso”, ou “quem gasta com prazer é irresponsável” — e sem perceber, isso se torna uma lente por onde ela enxerga (e distorce) sua realidade financeira. Essa lente precisa ser tratada com a mesma seriedade com que tratamos transtornos de ansiedade ou depressão, porque impacta decisões, corrói relações e, em muitos casos, impede que a pessoa viva com leveza aquilo que já conquistou.
Durante o podcast com o jornal, citei o livro Mind Over Money, dos psicólogos Brad e Ted Klontz. Essa obra é um divisor de águas para quem deseja compreender os chamados money scripts — narrativas invisíveis que guiam comportamentos financeiros, mesmo quando já não fazem sentido. A leitura reforça o que já aplicamos em terapia: autoconsciência, regulação emocional e alinhamento com valores pessoais são pilares para uma relação saudável com o dinheiro.
Por isso, se você sentiu que esse tema te tocou, saiba: dismorfia financeira tem nome, tem causa e tem solução. Mas ela não se resolve com mais planilhas ou cursos de investimento. Ela se resolve olhando para dentro. Desconstruindo mitos, curando histórias, e aprendendo a tomar decisões financeiras com clareza emocional — e não com medo, culpa ou comparação.
Perguntas necessárias
- Qual frase sobre dinheiro você mais ouviu durante a infância? E qual foi o impacto em quem você é hoje?
- O que você evita financeiramente por medo? E qual o custo emocional desse comportamento?
- Se sua vida fosse guiada pelos seus valores e não pelo medo da escassez como você usaria seu dinheiro?
Indicação de leitura para seguir se aprofundando
Durante a gravação, falei sobre a relevância do livro Mind Over Money, de Brad e Ted Klontz. Esse livro é fantástico para quem deseja entender essa mecânica emocional oculta:
- Eles introduzem o conceito de “money scripts” — narrativas inconscientes que moldam o comportamento financeiro. Esses scripts, formados na infância e reforçados por experiências emocionais, podem ser identificados e modificados.
- O livro oferece diagnóstico, explicações claras e ferramentas para reestruturar crenças sobre dinheiro — com exercícios que se alinham exatamente a abordagens como TCC, terapia dos esquemas e ACT.
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